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domingo, 11 de novembro de 2012

[Culinária] Pão de queijo de frigideira


Domingo chegou e com ele aquela visita que nunca avisa e que chega quando você menos espera e não tem nada em casa preparado. Então ai vai a dica de hoje, um pão de queijo de frigideira rapidinho de fazer e gostoso pro lanche da tarde.

Ingredientes:

  • 01 ovo
  • 01 xícara de chá de polvilho azedo
  • 100g queijo parmesão ralado ou meia cura
  • 01 colher de fermento em pó
  • 100ml de leite
  • Sal a gosto


Modo de fazer:

Aqueça o leite e misture com o polvilho, mexendo sempre. A massa pode parecer líquida, mas vá batendo com uma colher de pau que ela pega uma consistencia legal e bem lisa. Acrescente o ovo e misture bem. Por fim coloque o queijo e o fermento. Pegue pequenas porções com a colher e coloque em uma frigideira anti-aderente (pouco untada) e bem quente. Frite os dois lados até dourar.

*Eu, particularmente, achei que ficou fraco de queijo, recomendo aumentar a quantidade ou usar um queijo que seja de sabor forte.
**A frigideira não precisa ser untada todas as vezes, apenas na primeira vez.
***Espere uns minutinhos antes de virar, vire e aperte com um garfo, formando um tipo de panquequinha.

Aqui em casa a receita foi uma incógnita. Tivémos empate entre "gostou" e não "gostou", então deixo pra voces me desempatarem.

Sugestão:

Com dois disquinhos faça sanduíche de queijo ou presunto e queijo e aqueça. Com geléia também fica muito bom.

(Receita indicada pela Tah Soares)

sábado, 13 de outubro de 2012

[Literatura] "Falsa Submissão"


Em época de romance erótico estourando de tanto sucesso, tem gente que perde a mão. E foi exatamente isso que aconteceu em "Falsa Submissão". O livro tinha tudo pra dar certo, não fosse que deu completamente errado, pra dizer o mínimo.

Livro: Falsa Submissão
Autor(a): Laura Reese
Editora: Record

Sinopse Oficial: "Chicotes, roupas justas de vinil, correntes, um cachorro dinamarquês. Nora Tibbs, jornalista de uma pequena cidade da Califórnia, não via sentido no prazer bizarro do sadomasoquismo, até o brutal assassinato de sua irmã. Obcecada em encontrar o criminoso, Nora se deixa conduzir pelo misterioso M. – com quem a irmã havia se envolvido – por um mundo de jogos eróticos perversos, sem regras ou limites, descobrindo os desejos mais primitivos e sensações antes inimagináveis. Ela só não desconfia que a morte acompanha seus passos, e pode até estar a seu lado, na cama."

Minha sinopse: Nora é repórter do caderno de ciências do Bee, um jornal de Sacramento/California, com pouco mais de 40 anos. Bem sucedida e decidida tem sua vida abalada pela trágica morte de sua irmã, Franny, que foi encontrada em seu apartamento com braços e punhos atados e marcas pelo corpo. Inconformada com a brutalidade do assassinato e com a falta de respostas da Polícia, Nora decide, por conta própria, caçar o assassino de sua irmã, que ela acredita ser Michael, um distinto professor de música da Universidade local. De onde ela tira tanta certeza? Do diário de Franny.

Eu poderia começar dizendo que o livro é descritivo demais, com detalhes desnecessários das ruas e arredores, da vida dos vizinhos e todas essas coisas, mas tudo isso fica em segundo plano e o erotismo prometido na sinopse é esquecido ainda nas primeiras páginas. A forma como Michael trata as mulheres com quem se relaciona é tão vil, tão baixa, tão "coisificada" que o nojo suprime qualquer outra reação que se possa ter. A linguagem, o comportamento e mesmo os atos sexuais por ele praticados e descritos no livro são de um asco tão grande que mais do que deleite na leitura, o que não há, o que senti foi  raiva. Raiva da forma como as coisas aconteciam, raiva da forma como elas eram relatadas, com sarcasmo, ironia, despersonificando os personagens, transformando-os em objetos sexuais que podem ser meramente descartados depois, que podem ser manipulados da forma mais nojenta que se possa imaginar. É evidente que todas as experiências relatadas de fato existem no mundo real, não sou ingênua ao ponto de acreditar que tudo aquilo é mera ficção, mas a forma como foi trabalhada é realmente deprimente. Doentio talvez seja a melhor palavra. O livro é doentio, perturbador e nos deixa com vontade algum de ler novamente e reviver tudo aquilo. A morte de Franny, em determinado momento, deixa de ser o ponto focal e ela se torna uma mera desculpa para que Michael exerça poder sobre Nora, da forma mais vil possível. Suas atitudes são grosseiras, nojentas e revoltantes. Não há, sequer, como comparar esse livro aos demais romances do mesmo estilo que estão sendo publicados. Não há!
Mas se você ainda se lembrar (e ainda ansiar), no final do livro, qual o pano de fundo da história - a morte de Franny - ficará decepcionado. A história, que tinha tudo pra ser um jogo envolvente, com mistério e erotismo, se torna um porno de baixíssima qualidade, detestável e com um final medíocre.

Não recomendo.