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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

[Literatura] "Cinquenta Tons de Liberdade"

Fim de semana chegando e nem uma sombra de sol no céu, dia cinza e chuvoso, que tal, então, encerrarmos a nossa série de "Cinquenta Tons"? Pois é, a trilogia está chegando ao fim.


Com o lançamento do último livro da saga ("Cinquenta Tons de Liberdade") se encerra o ciclo do maior romance erótico dos últimos tempos, e eu tenho que dizer, deixou um gostinho de quero mais. De quero muito mais. Minha paixão pela trilogia é assumida e bem conhecida de voces, então vou me conter e ir direto à resenha, mas tenho que tomar cuidado pra não soltar nenhum spoiler.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

[Literatura] "Cinquenta Tons Mais Escuros"


Hoje é dia do livro e que tal uma indicação legal de leitura? Pra quem nos acompanha sabe que semana passada postamos a resenha de "Cinquenta Tons de Cinza", o primeiro livro da trilogia "Cinquenta Tons" de E.L.James, pois bem, que tal continuarmos a leitura dessa saga apaixonante?

Hoje, pra comemorar o Dia do Livro, vamos falar de cinza, novamente, mas um cinza cada vez mais colorido, cada vez mais intrigante e envolvente. É, sem dúvida, o melhor livro da trilogia.

Livro: "Cinquenta Tons Mais Escuros" ("Fifty Shades Darker") 
Autor(a): E.L.James
Editora: Intrinseca.

Sinopse Oficial: "Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele põe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresário e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propõe um novo acordo, ela não consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possível. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demônios interiores, Ana se vê diante da decisão mais importante da sua vida."

Minha Sinopse/Crítica:  Perturbada com os últimos acontecimentos e com a revelação de quão cruel o estilo de vida de Christian pode ser, Ana decide dar um basta e seguir sua vida nada emocionante. Abandonando o bonitão milionário, Ana volta toda sua disposição (o pouco que lhe restou) e abraça sua nova carreira como editora assistente de Jack Hyde, um homem misterioso e que a deixa desconfortável. Mas todas as suas tentativas de afastar seus pensamentos e seus sentimentos de Christian falham miseravelmente e a rotina não ajuda em nada. Levantar, trabalhar e chorar até dormir. Do outro lado um Christian devastado e que, pela primeira vez, começa a repensar tudo aquilo que viveu até conhecer Ana. Numa busca desesperada de ambos, um novo acordo é proposto e dessa vez Ana aceita sem pestanejar, reconhecendo e aceitando a intensidade de seus sentimentos por Christian, que da sua forma nada convencional e totalmente controladora também se rende e aceita sua paixão por Ana.
Juntos como um casal, Ana e Grey percorrem um longo caminho repleto de obstáculos. Família, amigos, submissas, chefes, perseguidores, perseguições, revelações. O livro tem seu ponto alto na revelação do grande mistério da saga: o passado de Christian, sua objeção ao toque e a escolha de suas submissas. Tenso e intenso, capaz de prender até a respiração do leitor, quanto mais o seu interesse pela leitura. 

O livro também tem um quê de drama, suavizado pelo romance exagerado, mas na medida, que permeia todo esse segundo capítulo da trilogia. Flores e corações é o que podemos esperar desse livro.

Super recomendo.

sábado, 13 de outubro de 2012

[Literatura] "Falsa Submissão"


Em época de romance erótico estourando de tanto sucesso, tem gente que perde a mão. E foi exatamente isso que aconteceu em "Falsa Submissão". O livro tinha tudo pra dar certo, não fosse que deu completamente errado, pra dizer o mínimo.

Livro: Falsa Submissão
Autor(a): Laura Reese
Editora: Record

Sinopse Oficial: "Chicotes, roupas justas de vinil, correntes, um cachorro dinamarquês. Nora Tibbs, jornalista de uma pequena cidade da Califórnia, não via sentido no prazer bizarro do sadomasoquismo, até o brutal assassinato de sua irmã. Obcecada em encontrar o criminoso, Nora se deixa conduzir pelo misterioso M. – com quem a irmã havia se envolvido – por um mundo de jogos eróticos perversos, sem regras ou limites, descobrindo os desejos mais primitivos e sensações antes inimagináveis. Ela só não desconfia que a morte acompanha seus passos, e pode até estar a seu lado, na cama."

Minha sinopse: Nora é repórter do caderno de ciências do Bee, um jornal de Sacramento/California, com pouco mais de 40 anos. Bem sucedida e decidida tem sua vida abalada pela trágica morte de sua irmã, Franny, que foi encontrada em seu apartamento com braços e punhos atados e marcas pelo corpo. Inconformada com a brutalidade do assassinato e com a falta de respostas da Polícia, Nora decide, por conta própria, caçar o assassino de sua irmã, que ela acredita ser Michael, um distinto professor de música da Universidade local. De onde ela tira tanta certeza? Do diário de Franny.

Eu poderia começar dizendo que o livro é descritivo demais, com detalhes desnecessários das ruas e arredores, da vida dos vizinhos e todas essas coisas, mas tudo isso fica em segundo plano e o erotismo prometido na sinopse é esquecido ainda nas primeiras páginas. A forma como Michael trata as mulheres com quem se relaciona é tão vil, tão baixa, tão "coisificada" que o nojo suprime qualquer outra reação que se possa ter. A linguagem, o comportamento e mesmo os atos sexuais por ele praticados e descritos no livro são de um asco tão grande que mais do que deleite na leitura, o que não há, o que senti foi  raiva. Raiva da forma como as coisas aconteciam, raiva da forma como elas eram relatadas, com sarcasmo, ironia, despersonificando os personagens, transformando-os em objetos sexuais que podem ser meramente descartados depois, que podem ser manipulados da forma mais nojenta que se possa imaginar. É evidente que todas as experiências relatadas de fato existem no mundo real, não sou ingênua ao ponto de acreditar que tudo aquilo é mera ficção, mas a forma como foi trabalhada é realmente deprimente. Doentio talvez seja a melhor palavra. O livro é doentio, perturbador e nos deixa com vontade algum de ler novamente e reviver tudo aquilo. A morte de Franny, em determinado momento, deixa de ser o ponto focal e ela se torna uma mera desculpa para que Michael exerça poder sobre Nora, da forma mais vil possível. Suas atitudes são grosseiras, nojentas e revoltantes. Não há, sequer, como comparar esse livro aos demais romances do mesmo estilo que estão sendo publicados. Não há!
Mas se você ainda se lembrar (e ainda ansiar), no final do livro, qual o pano de fundo da história - a morte de Franny - ficará decepcionado. A história, que tinha tudo pra ser um jogo envolvente, com mistério e erotismo, se torna um porno de baixíssima qualidade, detestável e com um final medíocre.

Não recomendo.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

[Literatura] "Julieta"

Em uma época onde os romances estão em alta, eu optei por um livro um pouco mais tradicional no quesito "amor" e "romance", uma releitura adaptada e repleta de aventuras modernas de Romeu & Julieta. 

Livro: Julieta.
Autor(a): Anne Fortier
Editora: Arqueiro

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Sinopse Oficial: "Julie Jacobs e sua irmã gêmea, Janice, nasceram em Siena, na Itália, mas desde os 3 anos foram criadas nos Estados Unidos por sua tia-avó Rose, que as adotou depois de seus pais morrerem num acidente de carro.
Passados mais de 20 anos, a morte de Rose transforma completamente a vida de Julie. Enquanto sua irmã herda a casa da tia, para ela restam apenas uma carta e uma revelação surpreendente: seu verdadeiro nome é Giulietta Tolomei.
A carta diz que sua mãe havia descoberto um tesouro familiar, muito antigo e misterioso. Mesmo acreditando que sua busca será infrutífera, Julie parte para Siena.
Seus temores se confirmam ao ver que tudo o que sua mãe deixou foram papéis velhos – um caderno com diversos esboços de uma única escultura, uma antiga edição de Romeu e Julieta e o velho diário de um famoso pintor italiano, Maestro Ambrogio. Mas logo ela descobre que a caça ao tesouro está apenas começando.
O diário conta uma história trágica: há mais de 600 anos, dois jovens amantes, Giulietta Tolomei e Romeo Marescotti, morreram vítimas do ódio irreconciliável entre os Tolomei e os Salimbeni. Desde então, uma terrível maldição persegue essas duas famílias.
E, levando-se em conta a linhagem e o nome de batismo de Julie, ela provavelmente é a próxima vítima. Tentando quebrar a maldição, ela começa a explorar a cidade e a se relacionar com os sienenses. À medida que se aproxima da verdade, sua vida corre cada vez mais perigo."


Minha Sinopse: Julie Jacobs é uma garota com seus vinte e poucos anos que mora nos Estados Unidos com sua Tia Rose, Umberto (mordomo) e sua irmã Janice. Com ideais pacifistas vive em pé de guerra com sua irmã que, apesar de sua gêmea, é bem diferente em comportamento, valores e atitudes. Mas uma desgraça acontece e sua Tia Rose, que criara as duas desde o falecimento dos pais das meninas, morre, deixando para Janice sua herança e para Julie nada mais que uma carta com recomendações deixadas por sua mãe, Diana, pouco antes de morrer, na Itália. E ai começa todo um ciclo de descobertas inusitadas e até surreais, perseguições, amores e tragédias. Como se vivesse no mais famoso escrito de Shakespeare, Julie descobre que, na verdade, seu nome é Giuletta Tolomei, a mocinha do escritor Inglês, e carregando nos ombros o peso de ser uma herança viva da história (não tão) ficticia assim, sua vida começa a mudar. Os encontros casuais com Eva Maria Salimbeni e Alessandro Santini são apenas o ponto de partida para uma releitura instigante e moderna do romance mais famoso da história. Uma história não só de amor e ódio, amigos e rivais, mas também de verdadeira caça ao tesouro, seja ele qual for, e cada um tem seu próprio.


O livro não é de leitura tão fluida e ou fácil quanto eu esperava, ou gostaria, os constantes capítulos intercalados pode ser desanimadores, as vezes. Quando você acha que vai finalmente acontecer alguma coisa no presente, de repente volta o passado pra assombrar, mas essa também é a temática do livro. O passado nunca deixa realmente o presente e isso é o que traz todos os tipos de emoção para Julie ou Giullieta e para nós, os leitores.

Por vezes tive raiva de Janice, ódio de Eva e medo de Alessandro, mas é impossível dizer que nenhum sentimento foi aflorado em algum momento. Sem contar quando finalmente Romeu e Giullieta se encontraram. Quem nunca sonhou com um romance desses? Que sobrevive a tudo, inclusive ao tempo e a todo tipo de maldição que possa existir.

O final não é inesperado, mas ainda sim deixa um gosto de quero mais.

"-Confessa-te a mim - sussurou Romeu, segurando suas mãos - e te darei uma bênção que jamais se esgotará.
- A borda de tua taça está coberta de mel - respondeu Giulietta, deixando-o tornar a puxá-la para si. - Pergunto-me que terrível veneno ela conterá."
(FORTIER, ANNE. Julieta. São Paulo: Arqueiro, 2010. p. 131)


Recomendo.